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Decisões Extremas – Crítica

6 setembro 2010

Extraordinary Measures – EUA -2009 – Direção: Tom Vaughan – Elenco: Harrison Ford, Brendan Fraser, Keri Russell, Jared Harris, Meredith Droeger, Courtney B. Vance. – Gênero: Drama – Avaliação: Ótimo

Seguindo dica do DoAssogue, assisti Decisões Extremas: baseado no livro A Cura, de Geeta Anand, que se baseou em fatos reais, o filme mostra a história comovente do casal Crowley, John Crowley (Brendan Fraser) e Aileen Crowley (Keri Russell), que tentam levar uma vida normal, apesar de dois de seus filhos terem a doença de Pompe, uma doença rara que atinge os músculos e o sistema nervoso. O diagnóstico da doença indica que a expectativa de vida é de aproximadamente 9 anos. A cada dia, John sofre cada vez mais tentando buscar uma cura para eles. Ele tenta entrar em contato com o pesquisador  Robert Stonehill (Harrison Ford), que é um dos mais conceituados no assunto, mas não tem resposta para suas ligações. Depois de uma crise de sua filha Megan, John decide ir atrás de Stonehill. Lá ele o conhece e percebe que ele é um tanto grosso com as pessoas. No entanto, ele conta sua história e o convence de que ele faz parte de uma associação que arrecadará fundos para que ele possa fazer suas pesquisas e desenvolver o medicamento. Como John trabalha na indústria farmacêutica, ele busca patrocínio para a pesquisa com investidores, mas o temperamento de Stonehill pode colocar tudo a perder. Entre muitos desafios, eles tentarão criar o novo medicamento que pode salvar não só a vida de seus filhos, mas a de outras crianças também.

Decisões Extremas nos mostra quão cruel pode ser cruel o capitalismo: o remédio que pode salvar vidas é lucrativo? Trará de volta o investimento e ainda assim trará lucros? Até que ponto os investidores se preocupam com o motivo pelo qual colocam seu dinheiro em uma pesquisa? A vontade de tentar amenizar o sofrimento de muitos ou gerar lucros para poucos? E do ponto de vista de Jonh, até que ponto ele consegue separar o homem de negócios lançando um novo produto e o pai desesperado cada dia mais pela piora do estado de saúde de seus filhos? Até que ponto o conflito de interesses pode seguir? Antes de tudo, o filme é um tapa na cara de quem pensa que as coisas são fáceis ou sem interesse. E aqui o interesse é de todos, embora diferentes. Como li no jornal, há uma frase do falecido Otavio Frias (dono da Folha) que dizia: “Não existe almoço grátis”. E não existe mesmo. John terá que em muitos momentos separar a angústia de um pai e mostrar que é um negociador frio. Nem que para isto ele tenha que fazer ações que irão contra as idéias de Stonehill.

 

Vale aqui o registro da atuação de Brendar Fraser, que sempre se fez notar por papéis idiotas, consegue, se não, sua melhor atuação. Tem crédito para tentar fazer outros que fujam do segmento Múmia e afins. Harisson Ford também consegue mostrar o lado frio e só da ciência, como uma pessoa que tem dificuldade em lidar com as demais. O filme saiu direto em DVD e por isto corra atrás para assistir este drama que mostra que embora pareça impossível, sempre podemos correr atrás de novos objetivos, e que enquanto há esperança, vale a pena lutar. Este filme deveria ser visto por todas da cadeia farmacêutica (médicos, indústria, acionistas, desenvolvimento, produção). Com certeza há muitos outros enfermos de outras doenças que gostariam de ter maior sorte, com o desenvolvimento de novas drogas que possa lhe causar bem estar e melhoria, sem somente isto ser decidido pelo sistema capitalista do lucro. Mas infelizmente, o mundo roda desta forma! Que possamos crescer um pouco mais da escala evolucionária e usarmos nossas capacidade em busca de soluções que ajudem mais as pessoas, sem ter como resposta pretendida o interesse.

Confira o trailer abaixo e vá assistir!

 

LClarindo, que agradece por ter sáude!

Eu fico puto com versões do diretor!

2 setembro 2010
por DoAssogue

Acabei de ler que a versão do diretor de Os Mercenários terá quinze minutos a mais. Não vou entrar no mérito do filme ser bom ou ruim, até porque ainda não assisti, mas essa é uma moda que me irrita.

Se o filme que foi pro cinema não era a versão do diretor, era versão de quem? Do boy? Do editor? Do engravatado que dá o cheque pra pagar o filme?

Esse negócio de versão do diretor é só pra fazer os colecionadores gastarem mais dinheiro.

Também fico puto com versões Uncut, Extended, Red Band e o cacete à quatro. Não teve culhão pra por no corte final e levar pro cinema? Então queima, ou põe nos extras como cenas excluídas.

Agora, fazer uma versão pó-de-arroz, pra pegar classificação mais baixa e depois vender DVD e BD com versões diferentes é uma PUTA FALTA DE SACANAGEM. Tá parecendo o “Jorge” Lucas!

DoAssogue, que fica puto, mas como é trouxa, comprou trocentas versões do Poderoso Chefão!

Chamas da Vingança – Crítica

27 agosto 2010

Man On Fire – EUA – 2004 – Direção: Tony Scott – Elenco: Denzel Washington,Dakota Fanning,Christopher Walken,Mickey Rourke – Duração: 146 minutos – Gênero: Ação/Suspense – Avaliação: Muito bom!

John Creasy (Denzel Washington) é um ex-agente da CIA, agora alcoólatra e com poucas vontades e pretensões na vida. Para lhe dar um apoio, seu amigo Rayburn (Christopher Walken) consegue para ele uma indicação para trabalhar como guarda-costas no México, onde há um surto de seqüestros. Ele cuidará de Pita Ramos (Dakota Fanning), filha de 9 anos de um importante industrial da região. No início, John se vê com cada vez menos paciência com as perguntas de Pita, que deseja interagir com ele. Com o passar do tempo, ele vai conseguindo de volta a auto-estima, graças à convivência com Pita. Entretanto, no momento em que Pita é seqüestrada, John, mesmo ferido, irá até o inferno se for preciso para pegar todos que participaram do crime. Sua vingança só será completa quando ele puder matar uma a um.

Em mais um bom filme de Denzel Washington, Chamas da Vingança (ê mania de inventar nomes para o português) mostra toda a violência contida em um homem que já havia matado muitas pessoas e seu remorso o consumia. Entretanto, ao se deparar com o seqüestro da menina que deveria proteger, ele mostra o quanto agressivo e violento pode se tornar uma pessoa em busca de vingança. Ouviu? Vingança, e não justiça. Ou seja, ele quer é matar cada um mesmo, de maneiras bem ortodoxas! Se você gosta de filme de ação/suspense, este é uma boa pedida. Ah um detalhe importante. Neste filme Dakota grita bem menos que em Guerra dos Mundos, quando eu torci para um alien aniquilá-la. Vale aqui também a participação de Mickey Rourke como advogado, o que não convence muito devido a seu estilo.

Confira o trailer abaixo e assista!

LClarindo, que le gusta la tequila!

Traffic – Crítica

24 agosto 2010

Traffic – EUA – 2000 – Direção: Steven Soderbergh – Elenco: Michael Douglas, Benicio del Toro, Catherine Zeta-Jones, Don Cheadle, Dennis Quaid – Gênero: Drama – Duração: 147 minutos – Avaliação: Muito bom! Não é uma droga!

Em Traffic, várias histórias são interligadas para mostrar o alto escalão do tráfico de drogas, especialmente a relação entre EUA e México. No México, o policial Javier Rodriguez (Benicio del Toro) tenta no dia a dia trabalhar na apreensão de drogas com seu parceiro, mas de repente ele percebe que está se envolvendo sem querer em uma rede de corrupção e que isto pode lhe custar caro. Ele percebe que a polícia nem sempre é correta e perde um pouco de credibilidade na instituição. No lado americano, o policial Montel Gordon (Don Cheadle) e seu parceiro se infiltram no mundo do tráfico para tentar pegar um traficante e buscar com esse mais informações sobre a quadrilha. Ele verá que em como qualquer lugar do mundo, nem sempre a justiça resolve a situação. Na outra história, a esposa Helena Ayala (Catherine Zeta-Jones) descobre, depois da prisão do marido acusado de tráfico, que toda a riqueza da família vem do dinheiro da droga, e ela não estará disposta a perder seu padrão de vida nem seus bens. Aí entrará seu papel de tentar livrar seu marido, não considerando quais serão as atitudes necessárias a serem tomadas. Na última história que se interliga, o juiz Robert Lewis (Michael Douglas) da Suprema Corte de Ohio, será indicado a um importante cargo na Casa Branca para combater o tráfico. Entretanto, como diz o ditado, em casa de ferreiro o espeto é de pau: em casa, ele descobre que sua filha (patricinha) é viciada em drogas e tem que antes de tudo, tentar lidar com este trágico problema em casa antes de enfrentar os das ruas. Este talvez seja seu maior desafio na matéria de combate às drogas.

Traffic consegue relacionar bem as histórias, mostrando que a droga está interligada e que destrói pessoas independentes de onde elas estejam. Seja no trabalho, ou na própria casa. Valem aqui as cenas do Michael Douglas buscando a filha de buracos aonde ela vai atrás do vício. Na parte mexicana, é interessante mencionar que a cena parece sempre meio amarela, envelhecida. Veja se você percebe isto. Diferente do Brasil, que mostraria droga somente mostrando favelas no Rio de Janeiro, o filme consegue mostrar a total relação que existe entre México e EUA na questão da distribuição da droga e corrupção. Não é a toa que o governo americano investe bastante para tentar frear o recebimento de drogas. Vale aqui também o registro que é velho, mas sempre importante de conhecer os filhos e saber com quem eles andam. O problema pode estar embaixo no nosso nariz.

 Enfim, um filme diferente, que consegue mostrar e conectar as histórias e dramas providos do tráfico de drogas. Um filme que deveria sempre ser visto de vez em quando, especialmente aos jovens, para mostrar que as drogas são uma merda! Confira o trailer abaixo e confira!

LClarindo, que de droga lembra de emos em geral!

Mar Aberto – Crítica

21 agosto 2010
por LClarindo

Open Water – EUA – 2004 – Direção: Chris Kentis – Elenco: Blanchard Ryan, Daniel Travis – Gênero: Suspense /Terror- Duração: 80 minutos – Avaliação: Apavorante 

Baseado em uma história ocorrida em 1998 na Austrália, Mar Aberto mostra a história do casal Susan (Blanchard Ryan) e Daniel (Daniel Travis) que resolvem tirar férias para tentarem se aproximarem um do outro, já que o trabalho de Susan está minando o relacionamento. Eles vão para um paraíso tropical. Lá, Susan marca um passeio para que eles possam mergulhar em alto mar. Durante o mergulho, eles são instruídos a voltarem em 35 minutos. Entretanto, devido a um erro de contagem, eles são deixados para trás. Ao retornarem, simplesmente não encontram o barco. A partir daí, cada minuto parece interminável, considerando a idéia de que talvez eles não sejam resgatados, ou se devem tentar nadar até um barco próximo. Diante de todas as dificuldades, os sentimentos de culpa, rancor, medo e companheirismo virão a tona, onde o drama parece não ter fim. Para piorar, eles percebem que estão recebendo a visita de vários tubarões ao seu redor.

Filmado quase como se fosse caseiro e com baixo orçamento (pouco mais de USD 100.000,00), é possível perceber a baixa qualidade na imagem, o que dá maior realismo ao filme. As cenas do casal à deriva parecem reais na medida em que a noite vem chegando. Há uma cena a noite, onde somente um relâmpago clareia a cena. A idéia de ser abandonado em pleno alto mar é apavorante na medida em que pensamos nós estando no lugar deles. A minha dica é: se você está imaginando cenas de ação, com tubarões atacando barcos, tipo o clássico Tubarão, esqueça. A idéia do filme é mostrar de uma forma mais realista como teria sido o abandono e os momentos posteriores do casal. Na minha opinião, muitas pessoas vão achar o filme chato, talvez devido o final, mas a idéia é pensar: e o que poderia ter sido feito? O que eu faria? Para quem gosta de suspense, o filme cumpre, à seu modo,  o que foi pretendido. Confira o trailer (mas não se deixe enganar por ele) abaixo e assista!

LClarindo, que perdeu a vontade de mergulhar!

A Epidemia – Crítica

19 agosto 2010
por DoAssogue

The Crazies – EUA – 2010 – Direção: Breck Eisner – Elenco: Timothy Olyphant, Radha Mitchell, Joe Anderson, Danielle Panabaker - Gênero: Zumbis – Avaliação: Fraquinho!

A Epidemia é a refilmagem de O Exército do Extermínio do tão cultuado George Romero.

Confesso não ter assistido ao filme original mas o atual, é bem ruinzinho.

Sou fã confesso dos filmes de zumbis, principalmente aqueles mais fiéis ao gênero, com zumbis andando devagar, na contramão da maioria dos filmes atuais.

Mas também sei curtir coisas novas como por exemplo o ótimo Zumbilândia.

Entretanto, A Epidemia, ficou ali no meio termo.

A história se passa numa cidadezinha no interior dos EUA onde o xerife David (Timothy Olyphant) vive com sua esposa Judy (Radha Mitchell).

Os pacíficos habitantes da cidade começam à dar sinais de violência e ao investigar a origem do problema, descobrem que estão sendo infectados por algum vírus desconhecido, que os leva à loucura.

Aqui dá pra perceber que não são zumbis como os mais comuns, ou seja, não são mortos vivos. São zumbis “criados” por doenças/infecções.

Até que entra em campo o exército dos EUA fazendo uma limpa e exterminando todos os infectados. O filme vai focar então na fuga do xerife, sua esposa e amigos à um lugar seguro.

Quanto às atuações, Timothy Olyphant sem grande destaque mas não chega à atrapalhar, Radha Mitchell se não fosse a beleza (que nem é tanta assim) já tava desempregada e Joe Anderson fazendo o papel do ajudante do xerife. Não conhecia esse cara mas gostei bastante da atuação dele. Vamos ver se emplaca.

Não é um filme pra se gastar um ingresso. No máximo uma locação de DVD, mas sinceramente? Nem isso.

Quer ver um filminho melhor? Madrugada dos Mortos!

Aproveitando, tá pra estrear no EUA a série The Walking Dead, baseada numa revista em quadrinhos MARAVILHOSA sobre zumbis! Tô na expectativa!

DoAssogue, que sempre atira duas vezes, no mínimo!

Soldado Anônimo – Crítica

19 agosto 2010

Jarhead – EUA – 2005 – Direção: Sam Mendes – Elenco: Jake Gyllenhaal , Jamie Foxx – Duração: 02h03 minutos – Gênero: Drama/Guerra – Avaliação: Muito bom

Baseado no livro do soldado americano Anthony Swofford, Soldado Anônimo mostra a história do próprio Anthony Swofford (Jake Gyllenhaal), que na sua terceira geração de guerra (seu pai e seu avô serviram em outras guerras) ele decide entrar no exército para continuar a saga da família. Entretanto desde sua recepção ele percebe que parece ter feito a escolha errada. Depois de treinamento em campo ele é enviado à Guerra do Golfo para lutar contra um inimigo que ele não vê e não sabe bem ao certo o motivo pelo qual está lá guerreando.

O filme mostra principalmente o conflito interno de Swofford ao descobrir que o exército e a guerra não eram aquilo que ele imaginava para si. Toda a história que se vende do Tio Sam, chamando os combatentes para honrar seu país cai por terra quando se depara com a situação atual vivenciada: não há inimigo no front. Com toda a impaciência e testosterona a flor da pele, o filme retrata todas as atividades que são feitas nos acampamentos, na maior parte com muito sarcasmo e as custas dos outros. Ao se ver, parece um monte de dementes soltos. Com o passar dos dias a espera para poder sair atirando e matando os inimigos que não vem, vão surgindo cada vez mais situações inusitadas. Swofford sofre com isto e é dos que fazem a bagunça (e paga por ela). Até a chegada da guerra ele vai narrando como é entediante aguardar. Entre uma “mariquinha e maricota”, uma das maiores atividades, os soldados vivem esperando a tão aguardada guerra. Enquanto isso, cabeça vazia é oficina do diabo. Imagina-se com quem está a namorada ou esposa, se matarão alguém na guerra, se serão heróis, se voltarão vivos.

Quando são convocados à Guerra, percebem que não é como imaginavam (um comandante já havia comentado que não era para serem o Rambo): não tem inimigo e eles são responsáveis por ficar no deserto vigiando poços de petróleos, importantíssimos para o “sempre interessado em ajudar ” EUA. Com isso, a vontade de ser o Rambo florece e alguns se sobressaem como animais mais que os outros. De uma forma geral, a idéia do filme é mostrar que indenpendente de qual seja a época, uma guerra sempre deixa marcas na memória (normalmente as piores) e que isto se refletirá na vida de quem esteve lá até sua morte. Então é que se questiona o motivo de estar se fazendo tudo isto, que parece cada vez mais sem sentido. E para um jovem de 20 anos, com todas as suas expectativas, a guerra o torna uma pessoa pior, cheio de más recordações, de rancores, onde chegamos a conclusão de Swofford: ” Guerras são todas iguais, guerras são todas diferentes”. Ou seja, não importa se é Vietnã, Golfo ou Iraque, o medo e ira dos soldados será sempre a mesma, em diferentes lugares e tempos diferentes. Vale aqui ressaltar a cena em que eles estão bem próximos de um poço em chamas. Se você tem alguma imagem do que é o inferno, esta é uma das que pode se encaixar. A referência do nome Jarhead é como são conhecidos os soldados iniciantes (tipo um reco). Boa também a atuação de Jamie Foxx, que é sensacional na cena da corneta! Boa trilha sonora também, com Nirvana.

Confira o trailer abaixo!

LClarindo, que não serviu e jamais servirá para o exército!

Karate Kid – Crítica

18 agosto 2010
por DoAssogue

Karate Kid – China/EUA – 2010 – Direção: Harald Zwart – Elenco: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson - Gênero: Aventura/Luta – Avaliação: Muito bom, mas não é Karatê Kid!

Karate Kid, pra quem não é desse planeta, é uma trilogia (TRILOGIA, não existe quarto filme, ao menos para mim) de muito sucesso dos anos 80. Recomendo à qualquer um que ainda não assistir à conferir.

Por se tratar de um filme da minha infância, e pelo qual tenho um enorme carinho, já é a segunda vez que escrevo essa crítica, então resolvi dividí-la em duas.

Pra facilitar minha vida (e a sua), já vou dizendo que sim, recomendo essa versão 2010 de Karate Kid. Na segunda parte, seguirei fazendo uma comparação entre os dois.

Karate Kid conta a história de Dre Parker, um garoto americano que juntamente com sua mãe, vai morar na China. Lá acaba sofrendo nas mãos de um grupo de crianças que praticam Kung Fu e precisa aprender à se defender e encarar seus medos.

Encontra então a figura do Sr. Han, interpretado por Jackie Chan, um zelador que trás consigo a essência do verdadeiro.

O filme, como a maioria dos filmes oitentistas, possui uma história muito simples. O cativante, é o vínculo que criamos com um personagem que é ameaçado e mesmo sem muito jeito, consegue se superar e aprender a lutar.

Para os que assistiram à trilogia original, vou fazer outro artigo, mas fica um doce amargo. Tem alguma coisa de Karate Kid ali, mas mudaram tanto que não dava pra manter o nome.

Os atores estão muito bons. Tanto Jackie Chan quanto Jaden Smith são muito bons tecnicamente. Algo que diferencia da versão original. Os cenários na China também são muito bonitos.

A trilha sonora provavelmente vai conseguir segurar a moçada com hits de Justin Bieber e Lady Gaga (blargh!).

Mas uma coisa que achei bem esquisita são as crianças se socando. Que é normal em qualquer escola, mas não dá pra torcer pro chinesinho tomar um couro! É só um pivete! E o Jaden é muito atlético pra idade. Como diria o Jackson, se quiser ter filhos um dia, melhor parar de fazer espacate daquele jeito.

Tem até um envolvimento romântico! Putz, o menino tem 12 anos! Não dá pra torcer pra ele pegar a chinesinha! A menina é filha de alguém!

Mas é um filme legal. Mostra, ao menos um pouco, a questão da disciplina e respeito. Com certeza terá continuação. Com a bilheteria lá nos EUA e principalmente com os ganchos deixados (o professor dos garotos deve ter um histórico com o Sr. Han e não colocariam Michelle Yeoh num papel tão minúsculo à toa).

Leve a molecada, e aproveite você também para lembrar um pouquinho da infância.

DoAssogue, que é um homem que lutará pela sua honra.

Código de Conduta – Crítica

18 agosto 2010
por eniclatot
Cód Cond

  

Ano: 2009  Título Original: Law Abiding Citizen  Gênero: Ação  Origem: Estados Unidos Direção: F. Gary Gray Elenco: Jamie Foxx(Nick), Gerard Butler (Clyde Shelton), Michael Gambon, Josh Stewart (Rupert Ames), Leslie Bibb (Sarah Lowell) Duração: 108 min. Classificação: 16 anos

Clyde (Gerard Butler) é um dedicado pai de família que testemunha sua esposa e filha serem assassinadas. Um dos culpados ganha liberdade graças a um acordo feito com o ambicioso promotor Nick (Jamie Foxx). Anos depois o assassino é encontrado morto e Clyde é preso mesmo sem provas contra ele. Seu unico objetivo, é denunciar o corrupto sistema judicial nem que para isso tenha que matar um a um, todos os envolvidos. Mas, se Clyde já está na cadeia, como o promotor poderá impedi-lo se ele está sempre um passo a frente de todos?

Filme que deveria ser obrigatório em cursos de direito (pra você doassogue), mostra até que ponto as pessoas por um ótimo índice de condenações, galgando uma posição na carreira são capazes de fazer. Sempre há conseqüências que nem mesmo uma das melhores e bem preparadas polícias poderiam imaginar.
O filme tenta mostrar os dois lados, tanto o da polícia, com todo o serviço de inteligência e suas brechas a disposição para conseguir o que querem quanto o do “assassino” que ficou 10 anos tramando o que fazer para passar o tempo quando estivesse na cadeia.
O ponto alto do filme é fazer com que você se envolva nele de tal maneira que você torça pelo mocinho que virou bandido, e que tente descobrir no decorrer do filme qual o próximo passo de Clyde, pois a cada cena, fica a expectativa. Eu mesmo fiquei aguardando a hora de Nick, no alto de sua prepotência, ser brindado com uma das surpresinhas de Clyde.
Atuação perfeita dos dois protagonistas, trama envolvente, sem apelações, um filme inteligente se assim posso classificá-lo, porém o final na minha modesta opinião, deixou a desejar, recomendado para uma Tarde Vazia de inverno acompanhado de um bom e barato vinho.

Eniclatot, que gostaria muito de dar de presente um celular igual ao da Juíza Roberts para algumas pessoas.

A Origem – Crítica

17 agosto 2010
por DoAssogue

Inception – EUA – 2010 – Direção: Christopher Nolan – Elenco: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Tom Berenger, Michael Caine – Duração: 2h28 minutos – Gênero: Ficção Científica – Avaliação: Realmente, de embasbacar!

Como vocês já devem ter lido aqui mesmo, não vou repetir o que o LClarindo já comentou, vou seguir apenas com observações mais pontuais e obviamente com SPOILERS!

Achei um ótimo filme. Mas o Nolan foi fundo demais, eita filme confuso.

Tá confuso até pra começar à escrever, vamos facilitar indo por partes.

Primeiro de tudo, vou ter que assistir de novo. Quero entender bem o funcionamento da máquina no filme para checar a coerência. Dada a natureza das camadas da mente nas quais eles vão se aprofundando, fiquei à me perguntar “agora eles estão no sonho de quem?”. Isso foi algo que ficou confuso pra mim. Ali no avião, quando eles se “conectam” junto com Fischer, estamos no sonho do Fischer ou do Cobb? E à medida que eles vão descendo?

Porque no fim, quando eles vão parar no limbo, todo mundo cai no mesmo limbo. É um limbo coletivo? Ou da mente do Cobb?

A hora do “chute” coletivo, também achei estranha. Mas tenho que analisar com mais calma pra ver se é coisa da minha cabeça.

De qualquer forma, é um filme que chama muita atenção. E mexe com um assunto que acho bem interessante: Simulações e Simulacros. É claro que a partir daí, você vai com certeza se lembrar de Matrix e sua “realidade alternativa”, e não é pra menos. Com certeza todos eles vão beber de obras como Neuromancer de Gibson, Platão, Philip K. Dick e por que não Sandman, de Neil Gaiman.

Acho que a única “frustração” pra mim foi a cena do “corredor giratório”. Achei que ia ser uma coisa mais “Neo e Morpheus na luta de Kung-Fu”, mas tá valendo.

Quanto ao final, ao assistir pensei em algumas variações:

  • Michael Caine parando o pião, como se estivesse protegendo o filho de saber a verdade;
  • Os filhos do Cobb, ao virar para olhar para ele, estão sem rosto, o Cobb grita e o filme acaba;
  • Ainda seguindo o final acima, numa versão alternativa, à versão alternativa, ao gritar, ele é mostrado dormindo, como se estivesse cumprindo pena por assassinato, num sonho recorrente. Esse eu vi num episódio de Além da Imaginação. Eles estaria fadado à ficar tentando voltar aos filhos mas sempre falhando no final.

Enfim, um ótimo filme, que esperarei pelo Bluray recheado de extras.

DoAssogue, que acha que só faltou o Freddy Krueger aparecer ali, aí sim, seríamos surpreendidos!

Os Mercenários – Crítica

16 agosto 2010

The Expendables – EUA – 2010 – Direção: Sylvester Stallone – Elenco: Sylvester Stallone,Jason Statham,Dolph Lundgren,Bruce Willis, Jet Li, Arnold Schwarzenegger,Giselle Itiê,Mickey Rourke – Duração: 103 minutos – Gênero: Ação – Avaliação: Não gaste seu dinheiro!

Um grupo de experientes mercenários tem algo compartilhado entre eles: o gosto pela profissão e a tatuagem que os define como os dispensáveis (The Expendables). Em mais uma missão, eles terão que ir à um país da América Latina (Venezuela??) derrubar um ditador local (Chávez??) que é responsável pela violência e a produção de cocaína. Atenção, os comentários abaixo possuem SPOILERS, que contêm detalhes do filme (grande coisa!)

Com um roteiro fraquíssimo (obra de Stallone), Os Mercenários conta a história de um grupo de mercenários que são os melhores no que fazem. Seu líder é Barney Ross (Sylvester Stallone) e seu braço direito Lee Christmas (Jason Statham, ator favorito do DoAssogue). Também fazem parte do grupo outro brutamonte como o ator Dolph Lundgren e Jet Li, entre outros. Depois de mais uma bem sucedida missão (muitos mortos e muitos tiros), Ross recebe a proposta de Sr. Church (Bruce Willis) de uma nova empreitada que consiste em derrubar um ditador de um país latino. Ao fazer a proposta, ele também a faz  ao velho inimigo de Ross, onde aparece Arnold Schwarzenegger, onde na minha opinião, é a melhor cena de diálogo do filme, onde mostra que Arnold não se aventuraria mais em uma roubada de filme de ação, assim como fez Stallone neste. Depois de aceitar a proposta Ross e Lee vão conhecer o local e conhecem a rebelde local Sandra (Giselle Itiê) que mostra o lugar a eles. Entretanto eles precisam fugir de lá depois de um incidente. A rebelde decide ficar. De volta aos EUA, Ross desiste da missão (eram USD 5.000.000.00!!) e sem nenhum sentido aparente resolve voltar para ajudar a rebelde just for fun. Os outros, que não fazem nada sozinhos logo vão atrás dele. Aí pronto. É o que bastava para eles acabarem com tudo que virem pela frente. Eu particularmente esperava mais do personagem do ditador, mas ele é fraquinho e não empolga quando faz seu discurso anti-iaque. A idéia não foi bem desenvolvida. Poderia ter sido uma pouco menos canastrão!

Os Mercenários é um dos filmes mais aguardados do ano. Boa parte disto porque o filme foi rodado parte no Rio de Janeiro e porque tem a atriz brasileira Giselle Itiê (que mostrou pouco, em todos os sentidos). Também tem a participação do lutador brasileiro Rodrigo Minotauro como figurante.Mas a polêmica mesmo ficou por conta das declarações de Stallone que falou que no Brasil você explode tudo, eles agradecem e ainda te dão um macaco de presente. Mais tarde, dizendo que estava tentando ser engraçado, pediu desculpas. Houve até quem sugeriu boicote ao filme. Bobagem! Brasileiro não se preocupa com nada! Só quando gringo fala mal. Aí todo mundo vira homem! Outro ponto polêmico é o da produtora no Rio que disse não ter recebido toda a parte acordada! Ok, Ok! Mercenários ou Caloteiros? De uma forma geral, o filme tem uma história muito ruim e a idéia de colocar velhos e alguns atuais atores de filme de ação parece ser um convite à sindicalização dos companheiros brutamontes. Nem Mickey Rourke escapa de sujar o curriculum com este filme. No fim, Os Mercenários parece uma grande homenagem aos filmes trash de ação dos anos 80, que têm seu público  fiel até hoje. E se tiver boa bilheteria, temos o risco de ter o segundo. Se você quer ver tiros e mentiras, é um prato cheio. Se não gosta, fuja! E confira em breve a versão de DoAssgue para este filme! Ah, gostei da parte que o Stallone fala que tomou uma surra do cara! A idade já pesa!

Confira o trailer abaixo e vá no cinema assitir A Origem, para não perder seu dinheiro!

LClarindo que falou igual o Homer: Booooorrrinnnngggg!!

Tira o Pó – O Cemitério Maldito – Crítica

14 agosto 2010

 

Pet Sematery – EUA – 1989 – Direção: Mary Lambert – Elenco: Dale Midkiff , Fred Gwynne , Denise Crosby - Duração: 103 minutos – Gênero: Terror – Avaliação: Clássico do Terror!! 

Baseado na obra de Stephen King, O Cemitério Maldito mostra a história da família Creed. Louis Creed (Dale Midkiff) e sua família se mudam para um pequena cidade próxima de Chicago. Lá ele trabalhará como médico na faculdade da cidade. A vida na casa nova parece boa, mas há duas coisas que perturbam a família: os caminhões que passam na estrada a toda velocidade e um cemitério de animais nos fundos da casa. Seu vizinho Jud (Fred Gwynne) mostra à família o cemitério de animais para que eles possam ficar mais tranqüilos. Louis parece estar mais calmo, mas mais um acidente da estrada o surpreende: um jovem chamado Victor Pascow (Brad Greenquist) chega à Louis praticamente morto. De repente, ele o chama pelo nome e lhe dá um aviso: jamais ultrapassar a barreira no cemitério de animais. Durante a noite Victor aparece para Louis para reafirmar a ele para que não vá além do cemitério. Teria sido um sonho de Louis? Entretanto, quando o gato da família, o Church, morre atropelado, Jud fica com pena de Louis ter de dar a notícia a sua filha e decide mostrar para ele o que há atrás do cemitério: um cemitério indígena onde o que é enterrado retorna a vida. Com isto, Louis enterra o gato, que aparece em casa no dia seguinte, porém parece diferente do costumava ser.  Após este episódio, Louis fica perplexo com o que ocorreu e perceberá que o lugar traz, além do retorno do morto, conseqüência jamais pensadas no momento.

Atenção: se você ainda não assistiu o filme, a partir de agora haverá SPOILERS, que dão maiores detalhes!

Louis parecia estar mais conformado com as coisas estranhas ocorridas até agora, quando uma desgraça maior que todas se abaterá sobre a família: durante um piquenique o pequeno Gage se distrai com uma pipa e corre para a estrada. Neste momento vem uma carreta a toda velocidade com um motorista cantando aos berros Sheena Is A Punk Rock. Aí você já imaginou o que acontece. Totalmente atônito com a morte do filho Louis tem a (brilhante) idéia de enterrar seu filho no cemitério indígena. Jud percebe sua idéia e explica para ele que já haviam enterrado uma pessoa lá e que as conseqüências foram as piores possíveis, pois a pessoa não voltaria nunca como era antes. O fantasma de Victor aparece com uma frequência maior para mostrar à Louis que ele não deve tomar esta atitude. Praticamente já insano, Louis fará a primeira grande merda de sua vida (a segunda, incrivelmente virá na sequência). Com este sinal de insanidade, Louis aprenderá da pior das formas que há coisas que não devem ser mudadas. Uma delas é a morte. Embora difícil, não é possível revertê-la jamais, assim como já vimos também em Frankenstein.

 

O Cemitério Maldito, que eu prefiro muito mais o nome original, que diz referência à música dos Ramones (é tocada nos créditos) ou Pet Sematery é um clássico do terror, onde podemos ver que embora hoje já um filme antigo, ele ainda consegue prender a atenção e o suspense sem dar ênfase à tantos efeitos especiais ou filmes de terror atuais que sempre aparecem mulheres com fartos seios gritando à toa. Pet Sematary é um filme que precisa ser visto e lembrado por todos que gostam de um bom filme de terror, tão difícil atualmente. E como sempre, Stephen King nos mostra porque é considerado o mestre do horror (exceto pela porcaria do filme O Apanhador de Sonhos) . Dois detalhes: 1) O próprio Stephen King aparece em uma parte do filme como um padre (foto abaixo). 2) Meu sobrinho, muito observador, verificou que o número da carreta que leva a Sra. Creed de volta à casa tem o número 666. Coincidência? Confira o trailer abaixo e vá assistir o filme e ouvir este clássico dos Ramones! Hey, ho Let’s Go!

Stephen como padre!

Trailer

Clipe Ramones

 

LClarindo, que para começar, jamais ressuscitaria um gato!

Guerra Ao Terror – Crítica

12 agosto 2010

The Hurt Locker – EUA – 2009 – Direção: Kathryn Bigelow – Elenco: Jeremy Renner,Anthony Mackie,Owen Eldridge,Guy Pearce,Ralph Fiennes – Gênero: Drama/Guerra – Duração: 02 horas e 11 minutos – Avaliação: Ótimo! Não é um filme bomba!

Em um Iraque cada vez mais hostil, o esquadrão anti-bombas americano é formado por JT Sanborn (Anthony Mackie), Brian Geraghty (Owen Eldridge) e Matt Thompson (Guy Pearce). As operações consistem em desarmar os artefatos que são deixados pelos iraquianos sem que eles explodam. Entretanto, em uma missão rotineira uma bomba explode e mata Thompson. Para seu lugar, entra o sargento William James (Jeremy Renner), que se destaca pela perícia em desarmar as bombas com frieza ímpar. Entretanto, seus modos para agir desagrada à equipe, principalmente Sanborn, que o considera um irresponsável por colocar em risco os demais. Apesar dos desentendimentos, eles seguem nas missões diárias, sempre com a idéia de que mais um dia finalizado é mais um dia vencido contra as bombas. E um dia de vida a mais e um a menos com James!

Guerra ao Terror é um dos melhores filmes de guerra da atualidade. Principalmente por mostrar uma parte que nem sempre é bem mostrada em outros filmes: a fragilidade do emocional dos soldados no front de batalha. No filme podemos sentir a tensão que é para cada soldado realizar uma missão como é a do Iraque: um país invadido pelos EUA e com um número de insurgentes cada vez maior. A forma que os iraquianos olham para os soldados é a pura forma de colocar pressão sobre eles. Afinal, ao menor momento pode surgir um homem bomba e acabar com tudo. A forma que o sargento porra loca James atua, como em uma cena em que ele vê o tamanho da bomba e resolve tentar desarmá-la sem a roupa especial é outra forma que coloca pressão na equipe, onde em determinado momento Sanborn fala com Eldrifge o passo a passo de como aconteceria um “pequeno acidente” com James. Em um momento em que cada vez mais americanos questionam a invasão do Iraque, o filme pode ser uma ajuda para tentar retirar ou diminuir a tropa no Iraque. Situação esta que com certeza traria alívio para as famílias que têm combatentes lá. Para outros, como o personagem de James, praticamente não há vida fora da guerra, e é ela que gera a motivação de muitos como eles. Ou seja: há o lado dos que querem sair, e os do que praticamente se tornaram escravos do processo e vivem para isto.

Vale aqui ressaltar que o mercado brasileiro realmente não entende nada de filmes: Guerra ao Terror foi lançado no Brasil direto em DVD. Somente depois que houve as indicações para o Oscar é que o filme entrou em circuito. Será que ninguém acreditava que o filme tinha potencial? Acredito que não, pois por aqui é importante encher as salas, independente da qualidade do filme, vide seu concorrente ao Oscar, Avatar, que ficou mais de seis meses em cartaz. O que mais gostei é que o filme foi o grande vencedor do Oscar, como melhor filme e melhor direção (primeiro para uma mulher: Kathryn Bigelow, ex- de James Cameron) e mais quatro outros. Avatar ficou no vácuo, com apenas dois. Isto prova que orçamento não faz um filme ser vencedor. Um filme com conteúdo com certeza se sobressai. E a justiça foi feita no Oscar. Esta disputa quase desigual fez de Guerra ao Terror um filme ainda mais especial. E lembremos que efeitos especiais nada valem sem um boa história! Um abraço Avatar! PS: veja no poster do filme brasileiro o comentário e tenha a certeza de que eles não manjam nada mesmo!

Confira o trailer abaixo e assista!

LClarindo, que participaria do plano de Sanborn!

A Origem – Crítica

10 agosto 2010

Inception – EUA – 2010 – Direção: Christopher Nolan – Elenco: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Tom Berenger, Michael Caine – Duração: 2h28 minutos – Gênero: Ficção Científica – Avaliação: Ótimo

Em um mundo onde se pode entrar nos sonhos, Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um especialista em entrar nos sonhos das pessoas para conseguir roubar seus segredos enquanto elas estão inconscientes. Entretanto, ao falhar em uma missão e não conseguir descobrir os segredos do empresário japonês Saito (Ken Watanabe), o mesmo Saito lhe propõem um trato: Entrar na mente de seu concorrente Fischer (Cillian Murphy) e plantar uma idéia relacionada ao sucesso de seus negócios no futuro, que causaria a ruína de Fischer, herdeiro de um império. Em troca disto, Coob, que é procurado nos EUA por ser suspeito de matar sua esposa Mal (Marion Cotillard) teria sua ficha limpa e poderia retornar para rever os filhos. Embora o plano de plantar uma idéia na mente de outra é mais complicada que retirar algo da mente, Cobb aceita fazer o trabalho com a ajuda de outras pessoas que compõe seu grupo: seu parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a novata arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page), responsável por criar os cenários nos sonhos invadidos/criados, e também de  Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar nos sonhos e refletir a imagem de outra pessoa. Com isto, eles farão a missão mais difícil de todas, que Coob espera ser a última, para que ele possa retornar à sua vida normal e rever os filhos. Para isto, ele colocará todos em risco, sem que percebam em um primeiro momento.

Sucesso de bilheteria e crítica nos EUA, A Origem é a mais nova produção do diretor Christopher Nolan (de O Cavaleiro das Trevas) e isto já garante ao filme uma boa vantagem inicial. O filme consegue criar cenários inimagináveis, que somente poderiam ocorrer em um sonho mesmo. Embora com roteiro um pouco complexo, o filme consegue ser compreendido e consegue manter presa a atenção no suspense enquanto o grupo age nos sonhos. Sonhos estes, que serão criados dentro de um, que terá mais um dentro! Parece meio confuso, mas assistindo o filme se consegue compreender a complexidade da ação de Cobb na mente de Fisher. E mais uma vez, a exemplo de Ilha do Medo, Leonardo DiCaprio mostra que está em sua melhor fase. Há rumores que A Origem tenha várias indicações ao Oscar. Por se tratar de um filme um tanto quanto fora dos padrões, acredito que isto explica o sucesso. Não sei se será só impressão minha, mas lembrei muito de Matrix, com este lance de ficar em outra realidade. E o mais interessante é a maneira que Cobb tem para saber se está em um sonho ou na realidade (veja no filme), tamanho o nível que sua mente alcançou e as vezes nem ele mesmo parece saber se é real ou sonho. No final, embora pareça claro que é a realidade, o diretor deixa uma pequena dúvida, para você perguntar para mais alguém se era ou não.

Apenas como curiosidades: 1) O filme foi rodado em seis países: Marrocos, Canadá, EUA, França, Japão e Inglaterra. 2) O set de um corredor de hotel foi feito para rodar em 360°. 3) Nas cenas sem gravidade, o cadarço dos sapatos dos atores tinha um aro por dentro e as gravatas foram costuradas às roupas para não flutuar. 4) O guitarrista Jonnhy Marr, um dos integrantes dos Smiths é o responsável pela guitarra da trilha sonora. Fonte: Revista São Paulo

Confira o trailer abaixo e vá assistir! Detalhe: A Origem mostra que nem todo filme precisa ser em 3D! Seu bolso agradece!

Confira também a crítica do DoAssogue, clicando aqui.

LClarindo, que queria entrar em alguns sonhos!

Splice – Crítica

10 agosto 2010
por DoAssogue

Splice – Canadá – 2009 – Direção: Vincenzo Natali – Elenco: Adrien Brody, Sarah Polley, Delphine Chanéac – Gênero: Ficção Científica / Terror (só um pouquinho de terror) – Avaliação: Bom, mas leia a crítica antes!

Pra início de conversa, deixa eu explicar umas coisinhas aí da ficha do filme. Primeiro é só um pouquinho de terror porque somente no final adquire essa característica, em sua maioria é ficção científica. Seria a Experiência sem a galhofada e sem a Natasha Henstridge :(

Elsa (Sarah Polley) e Clive (Adrien Brody) são dois jovens e excêntricos cientistas. Apaixonados um pelo outro e pela ciência, trabalham juntos na criação de novas espécies, através da manipulação de DNA com fins de descobrir curas de doenças entre outras coisas.

Após criarem um híbrido (embora pareça um grande chiclete mastigado) com partes (do dna) de diversos animais, se vêem estimulados à dar um próximo passo, e misturar dna humano à mistura.

Esbarram então com os dilemas morais e éticos e são proibidos pela empresa à continuar.

Entra em cena então a forte figura de Elsa, que dominando totalmente Clive, o estimula à continuar com a pesquisa, sempre postergando a interrupção e criando as desculpas necessárias para continuar.

Então nasce Dren, uma humanóide que ao mesmo tempo fascina e assusta os cientistas.

O filme não tem ação, é basicamente uma série de discussões, em sua maioria sobre ética e moral, pincelados com momentos de tensão, onde ficamos esperando Dren arrancar a cabeça de alguém. E daí vem a parte “Bom, mas leia a crítica antes”. NÃO É UM FILME DE AÇÃO!

Porque muitos vão assistir e dizer, “que filme chato”, se quer ver algum filme onde a criatura vai atrás dos outros, morte, peitos, assista à Experiência (que particularmente acho bem divertido).

Splice nos remete à uma discussão mais filosófica de até onde pode ir os limites da ciência, até onde nossa vaidade pode nos levar e até coisas mais corriqueiras como a dinâmica do relacionamento dos casais ou dos pais e filhos.

Os atores estão muito bem mas acho que a direção é o ponto principal do filme, o diretor é o mesmo do Cubo (bom filme também). A escolha da aparência de Dren também é fundamental. Eu, particularmente, fico extremamente incomodado quando se faz alterações na aparência de bebês/crianças e alguns tipos de animais. A jovem Dren então, com aquele rosto, pra mim é algo aterrorizante, me remete automaticamente à um bebê com anomalias (o Dr. Mengele ia gostar).

Assistir um filme, assim como ler um livro, é algo muito particular e remete automaticamente às outras experiências vividas pelo expectador/leitor. Por diversas vezes lembrei de Frankstein, Adão e Eva, Prometeu, Édipo e Jocasta entre outros (até de Jurassic Park eu lembrei).

Interessante também pensar que por aí, nos subterrâneos das grandes empresas farmacêuticas e de biotecnologia podem estar manipulando o genoma humano e à qualquer momento uma Dren, um mutante ou zumbi podem surgir!

O filme então é recomendado para fãs do gênero.

Procure na locadora!

Não se deixe enganar pelo trailer, não é tão terror assim!

DoAssogue, que já teria dado cabo do bicho, de pequeno!

Plano B – Crítica

9 agosto 2010

por DoAssogue

The Back-up Plan – EUA – 2010– Direção: Alan Poul – Elenco: Jennifer Lopez, Alex O’Loughlin – Gênero: Comédia Romântica – Duração: 106 minutos – Avaliação: Pior que Gigli!