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Violência Gratuita – Crítica

19 setembro 2008

Alguns filmes às vezes me fazem ficar perplexo.

Seja por causa e uma atuação, por causa de uma cena, efeitos especiais, música enfim…

Violência Gratuita me deixou perplexo. E extremamente irritado e vou dizer mais revoltado!

Talvez eu não tenha conseguido entender o que o diretor quis passar. Talvez o filme tenha sido feito para os intelectuais do cinema, talvez seja somente uma bosta de filme.

Sinopse: Um casal e seu filho vão passar as férias numa casa de campo (algo assim) que fica em algum lugar mais afastado da cidade, com grandes propriedades nas quais se tem um certo isolamento.

Recebem a visita de dois misteriosos jovens que acabam torturando eles com jogos psicológicos e violência física.

Acabou a sinopse. Sim é isso aí. Talvez esteja tomado pela emoção. E digo sinceramente que se depois de pagar para assistir essa tranqueira eu encontro o diretor pela frente, sou obrigado a dar-lhe um soco no olho!

Eu recomendo que você passe longe dessa bomba, assista o Faustão, o Gugu, qualquer coisa, mas não saia de casa pra ver essa porcaria.

A partir de agora soltarei SPOILERS do filme, então leia por conta e risco. Eu recomendo que leia, aí não precisa assistir.

O filme começa com Ann (Naomi Watts), George (Tim Roth) e Georgie (Devon Gearhart) no carro a caminho de sua casa de férias, eles brincam tentando adivinhar o nome da música que um colocou para o outro ouvir, são todas músicas clássicas. A idéia deve ter sido para mostrar que são pessoas cultas, sofisticadas, educadas. Somos interrompidos de repente com um rock pesado, bem alto e os créditos aparecendo na tela, como nos filmes antigos. De uma forma abrupta mesmo. Já demonstrava o que estava por vir.

O casal começa a se instalar na casa, George e seu filho estão no lago preparando o barco quando Ann recebe a visita de Peter (Brady Corbet) que vem pedir alguns ovos em nome dos vizinhos. Ann cede os ovos mas Peter deixa quebrar, ela fornece mais alguns e alguns minutos depois ele retorna, juntamente com Paul (Michael Pitt) dizendo que o cachorro os quebrou.

Ann acha a atitude esquisita e pede para que os dois se retirem, seu marido retorna à casa e então Ann pede que George ponha os dois para fora, ele sem entender acaba tendo um desentendimento com ela mas também acha estranho o comportamento dos rapazes e acaba brigando com eles.

A partir daí começam as torturas e os diálogos complexos, com provavelmente um monte de mensagens que eu, burrão, não consegui captar. Estou tentando encarar dessa forma para não ter que simplesmente aceitar que o filme não teve uma boa razão para ser feito. Mas vamos em frente.

Eles ferem gravemente o joelho de George, que por isso não consegue mais se locomover ou defender sua família e começam algumas “brincadeiras” com a família. Paul e Peter fazem Ann ficar somente com roupas íntimas, machucam o filho do casal, os ofende moralmente, uma série de coisas.

Em determinado momento matam o filho do casal e fingem que vão embora, depois voltam, matam George, levam Ann para o barco e a matam lá. Terminam o filme indo à casa vizinha onde recomeçarão tudo novamente.


A história é essa aí e acho que uma decisão muito acertada do diretor foi a escolha de Michael Pitt e Brady Corbet para a dupla sádica do filme. Eles conseguem despertar desde o início a antipatia do expectador. Principalmente o Michael Pitt, que eu acho extremamente antipático e ainda mais porque os dois estão com um visual emo dos piores(exceto pelas roupas brancas).
Naomi Watts também não desaponta e segura uma boa carga dramática.
Tim Roth, que eu admiro muito acabou com um papel fraco, que não utiliza o ótimo ator que é. Acho que se ele fosse um dos dois torturadores ficaria muito melhor, mas sei lá!

Eu geralmente não leio outras críticas antes de fazer a minha, mas nesse filme eu tive que fazer isso. Principalmente porque acho que não entendi a idéia do diretor. Então acabei descobrindo que Michael Haneke é respeitado e considerado por muitos um gênio. Inclusive este filme recebeu ótimas críticas em vários sites que li. Como não sou estudioso, especialista ou simplesmente porque não tenho que fazer de conta que gostei de algo que não gostei, digo: “Filme chato! Diretor ruim! (ao menos nesse filme, não vi os outros)”

Pra mim ele é foi extremamente cansativo (tanto o filme quanto o diretor). Tem uma determinada tomada que mostra Naomi Watts tentando se livrar das cordas a qual está amarrada que leva 9:30 min. é um saco. Ele faz tomadas da casa com uns 30 segundos nos quais nada acontece. Tem outra com um minuto mostrando Tim Roth chorando.


Em alguns momentos ele faz Paul conversar diretamente com o expectador, sinceramente na primeira vez que ele faz isso eu até achei que o filme iria para algo a mais do que simplesmente a violência gratuita do título (em português) e nos levaria a algo maior, ledo engano. Em um outro momento Naomi Watts consegue matar Peter. Paul então pega um controle remoto, faz o filme voltar e muda a cena.

Eu sinceramente acho que o diretor apenas quis nos fazer de idiotas. Acho isso sinceramente. Mas como pode ser que apenas eu não tenha “captado” o verdadeiro sentido da coisa, caso você assista e veja algo a mais, volte aqui e poste um comentário.

Por mais que eu goste de ver Naomi Watts só de calcinha e sutiã, esse filme não vale a pena, nem quando sair em DVD! Filme chato do cac3t3.

Não se engane com o trailer!


É isso aí garera (como diria o Faustão). Passe longe do cinema esse fim de semana.

DoAssogue, direto de onde os fracos não tem vez.

29 comentários leave one →
  1. 26 dezembro 2008 12:24 pm

    Concordo em Gênero, Número e Grau. A impressão que eu tenho é que certos profissionais/artistas do cinema adoram fazer filmes com situações ora confusas, ora ediondas para poder dizer que se “fez diferente”. Pra mim esse filme não é melhor do que qualquer filme do gênero terror (teen) ou suspense psicológico (teen) de mal gosto que eu tenha assistido recentemente. Os quais servem de referência para os críticos elogiarem o diretor Michael Haneke, como Saw, House of Wax, Prom Night… entre outras porcarias que andam ocupando um espaço precisoso nas salas de cinema.

    O roteiro de Funny Games é fraco e cheio de furos, contexto e cenas irreais, personagens irreais e sem qualquer conteúdo “inteligível”. O que dá a entender que o diretor cria a situação que ele quer, simplesmente para mostrar cenas de violência e de tortura, desperdiçando enormes talentos num filme que, minha opinião, é tão gratuito que não deveria existir.

  2. Dual.i.be permalink
    5 janeiro 2009 12:54 am

    na verdade, esse era o proposito do diretor. fazer com o q o expectador receba exatamente o q estava procurando qndo alugou/foi ao cine pra ver o filme, ou seja, violencia gratuita.

    por isso, as tomadas da familia sem os assassinos sao chatas, enfadonhas, sem graça… e ai o espectador acaba torcendo pra q os assassinos voltem logo pra cena pra q a açao recomece…

    outro ponto q confirma isso eh o fato de o assassino troxa la voltar o filme… se seu comparsa morresse, o filme iria por agua abaixo, mas como o espectador quer violencia gratuita e etc e tal, qm assiste torce, mesmo q introspectivamente, pela morte dos familiares (q no filme sao mto burros pra nao se livrarem de tudo… diversas chances e talz..)

    de qq forma, sim, o filme eh um LIXO. se querem violencia mesmo, vejam jogos mortais ou procurem “violence compilation” no youtube.

  3. Rodrigo Campos permalink
    15 janeiro 2009 12:46 am

    Concordo com tudo que vc disse … oooooooooootimo comentário !! Por que não li isso antes de ver essa droga… Aff.. Sinto que perdi um precioso tempo de vida… O filme é uma droga mesmo…

  4. 19 janeiro 2009 8:10 pm

    Ufa!!! Vejo que não sou a única a fazer parte do pacote-dos-que-acharam-este-filme-sem-sentido-algum.

    Fui assiti-lo no conforto de casa, regado a pipoca e coca zero junto com meu marido….. A medida que o filme transcorria, começei a me questionar se eu era realmente bitolada, idiota e burra ou o filme era realmente ruim de doer. Em determinada hora, meu marido que é bastante culto e cinéfilo de carteirinha me disse:

    ” Este filme ganha o prêmio de pior do século. Até Espartalhões( outro filme horroroso) é uma espécie de “Silêncio dos inocentes” perto deste ai.”

    Mas graças a Deus existe a tecla salvadora “stop”!!!!! Nem nos demos ao trabalho de ver o final.

    Nota zéro.

  5. DoAssogue permalink
    20 janeiro 2009 9:30 am

    Foi a melhor coisa que você fez! Eu assisti até o fim e só piorou!
    Um dos motivos de começar esse site foi para poder expressar opiniões como a sua e a do Rodrigo (e a minha lógico) que foge dos pseudo-intelectuais que muitas vezes apenas colocam que o filme é uma obra prima ou coisa do tipo só para passar uma imagem de inteligente!
    O filme é uma bosta mesmo!

  6. Romulo Botelho permalink
    10 abril 2009 8:55 pm

    caralhooo que viajee essa porra desse filme acabei de ver , meu deus fraco demais

  7. DoAssogue permalink
    11 abril 2009 2:21 am

    É meu amigo, esse simplesmente achei uma bosta!

  8. Lucas permalink
    12 junho 2009 12:15 am

    Que conste aqui que esse filme é uma merda.
    Méritos à cena do controle remoto, a pior que eu já vi na vida.

  9. camila permalink
    14 junho 2009 5:08 am

    que filme loco o que me deu mais nos nervosos nem foi o controle remoro foi ver q aquela familia era muito burra nem se quer se defendeu e quando quiz começar ja era bem tarde

    acho q a intenção no autor foi essa mesmo deixar a gente sem saber que filme doido era aquele

    quase parei de ver mais fiquei ate o fim queria uma explicação mais n a tive so uma coisa confusa de é cinema e ficção ou coisa parecida rs

  10. ruan permalink
    20 junho 2009 9:53 pm

    Caramba ninguem aqui sabe nada de cinema ???

    Isso é uma refilmagem de 1997, são os mesmos quadros…
    Caramba, refere-se a laranja mecânica..

    Achei um bom filme,
    como o cara disse em cima… Ele só pode ser burrão pra nao entender os diálogos ¬¬’

    Resposta de DoAssogue:
    Nada como uma crítica construtiva, baseada em argumentos sólidos.
    Caro Ruan, uma refilmagem que copia todo o filme original a não ser que seja para uma melhor utilização de efeitos especiais ou algo do tio, é completamente desnecessária. Apenas citar Laranja Mecânica, por ser um clássico do cinema, não fundamenta sua crítica. De qualquer forma evite chamar os outros de burro, mesmo se você for o novo Einstein mostra que não tem humildade!

    DoAssogue, que adora trolls!

  11. ruan permalink
    20 junho 2009 9:56 pm

    Vocês não acharam o filme bom…

    Essa era a idéia do autor, banalisar a violência… voces nao curtiram o filme pq ele é fraco, mas pq ele é fraco? Porque voces necessitam da violência para um bom filme…

    Voces fizeram a idéia do autor valer…
    Não gostaram do filme pelo motivo que dá força ao mesmo…

    Resposta de DoAssogue:
    Não devia nem estar me dando ao trabalho, mas seu comentário está totalmente contraditório. Se achássemos que um filme necessita de violência para ser bom, teríamos adorado esse filme!
    DoAssogue, que não assiste jogo da seleção!

  12. Pedro Villar permalink
    11 julho 2009 12:16 am

    CONTÉM SPOILERS!

    A idéia diretor é criticar a banalização da violência no cinema, tv, etc.
    É mostrar que o espectador se acostumou com a violência, e de uma certa forma espera por ela. Se você rever o filme ( o que desconfio que não vai acontecer ), verá que nehnuma das cenas violentas são mostradas no quadro. Ficamos apenas com os sons. É assim na morte do garoto, do pai, etc. A única cena em que ela é mostrada de forma explícita é na morte de um dos vilões. E por que isso? Para mostrar que nós, espectadores, queremos finais e saídas violentas. E de forma inteligentíssima, ele retrocede o filme, mostrando que pode nos manipular para pensarmos o que quisermos.

    É aí que reside a crítica do filme, na maneira como os grandes blockbusters de Hollywood nos manipulam a fim de que sejamos obrigados a desejar sangue, e quando esse vem, é quase uma redenção. Diretores que glamourizam a violência, como Eli Roth.

    Inclusive decorre dessa manipulação os comentários de Paul com a câmera, ele está no controle. Nós assistimos o que ele quer.

    Não é questão de ser filme para intelectual ou não, todo diretor tem uma história e um público alvo. Michael Haneke é conhecido por filmes como Cache e esse, que gostam de brincar com o espectador. O erro é de quem, mal informado, vai ao cinema esperando ver outro filme do estilo dos desprezíveis Jogos Mortais e O Albergue. Quando na verdade é uma crítica aos mesmos.

    Quanto à questão de porque refilmar um filme dele mesmo, a idéia é que sua mensagem chegue a mais gente, o que pelo visto deu certo. Todos que comentaram aqui, ou pelo menos a maioria, não tinha nem conhecimento do original e assistiram a esse, mesmo que sem o compreender muito bem.

    Deixo aqui um abraço, e espero que meu comentário esteja embasado o suficiente para tentar explicar um pouco o que Haneke quis passar.

  13. DoAssogue permalink
    11 julho 2009 12:10 pm

    CONTÉM SPOILERS!

    É muito bacana quando recebemos um tipo de comentário como esse seu.
    Sim, achei bem embasado e gostei muito dos pontos que levantou.
    E como gosto de um bom bate-papo sobre o assunto:
    1 – Lembro que as cenas mais fortes realmente não são exibidas, o que realmente me chamou atenção (corroborando com a idéia do diretor);
    2 – Embora tenha achado (ainda mais agora com seu ponto de vista) uma jogada inteligente ele ter feito o filme retroceder e ser alterado, achei extremamente mal utilizado na história. Vamos dizer que foi uma ótima idéia desperdiçada num mal filme (minha opinião, só pra lembrar). Esse recurso meta-linguístico (sem querer dificultar) que já foi utilizado em outros filmes (gibis, desenhos etc) se bem utilizado é fantástico.

    Pra finalizar, o que realmente me incomodou foi o roteiro. Quando analiso o filme sem considerar essas idéias do diretor, quando foco somente na história, não consigo gostar do filme.

    E só pra constar, também não gosto de O Albergue e Jogos Mortais.

    Um abraço e obrigado por coloborar conosco!

  14. Pedro Villar permalink
    14 julho 2009 3:45 am

    Pois é, alguns pontos que você levantou realmente eu concordo.
    Não achei um filme excelente ( apenas bom ), o que me esqueci de deixar claro no comentário anterior.
    Ele realmente tem muitas falhas e às vezes se torna cansativo. Na verdade, aprecio mais a idéia que ele quis passar do que o próprio.
    Gostei de algumas partes, porém como obra completa fica devendo um pouco.
    Apenas postei o comentário para fazer um contraponto embasado em argumentos, e não como os postados anteriormente que se preocupavam mais em xingar do que explicar.
    Um abraço, e ainda bem que ainda há divergências no mundo, desde que sejamos civilizados elas só nos enriquecem.

  15. 3 agosto 2009 9:51 pm

    O filme é uma bosta, mas pela resenha… você não conseguiu ligar os fatos. Pelo visto nem 10% do filme você entendeu. Por isso o filme ficou muito cansativo.

    abraços

  16. Claiton permalink
    24 agosto 2009 3:05 pm

    [SPOILERS]
    O filme apesar de ser “ruim”, tem objetivos críticos, com o intuíto de mostrar as ações de jovens psicopatas. Isso pode ser visto em várias partes como a que o Gordinho está com fome, porque psicopata que é psicopata não mata com fome, e sim bem alimentado.
    Acredito que se o filme consiguiu trazer todos nós até essas críticas, talvez o diretor tenha conseguido o que desejava. Até quando o gordinho “estorou”, o diretor nos deu um gostinho de vitória e logo nos tirou voltando o filme pelo controle remoto.

  17. Paulo Ricardo dos Santos Neto permalink
    23 setembro 2009 4:41 pm

    [SPOILERS]
    O filme pode até ser ruim, mas acho que o diretor quiz nos dizer aonde chega a crueldade humana e como agem os psicopatas… Sinceramente, achei o filme bom, só achei irritante a demora nos desenrrolares das cenas… A atuação dos irmãos são surpreendentes e Naomi está bem, mas não é a sua melhor atuação… O filme surpreende, como na morte do garoto e a da principal do filme morrer na penúltima cena, eu fiquei pasmo quando derrubaram a personagem de Naomi (no qual não lembro o nome) no lago, e o final não foi ruim, só foi chocante!!! NOTA 7

  18. Kássius William de Faria permalink
    4 outubro 2009 5:13 am

    acabei de assistir pelo sinal aberto da HBO, vi outras críticas em outros sites, e concordo com o q um dos colaboradores disse sobre a idéia do diretor. Mas msm assim o filme é muito ruim, apesar q eu imagino q o diretor fez ele ser ruim de propósito, só pode…

  19. Lucci permalink
    12 outubro 2009 1:00 am

    Mantenho um grande respeito a quem gostou desse filme, mas posso ser bem sincera?

    Se for pra assistir um filme desse naipe, eu prefiro Laranja Mecânica.

  20. 12 outubro 2009 2:49 pm

    Aos que gostaram e aos que não gostaram: Alguns autores, como o Glauber Rocha por exemplo, fazem questão de se colocar acima dos espectadores dizendo implicitamente com suas obras: “Sou inteligente, vejo mundo desta maneira e vocês que são burros que se danem. Não tenho obrigação de lhes dar explicações, nem me preocupo com suas opiniões”. Como arte não se define, aos artistas tudo é permitido e a nós, mortais, só nos resta aceitar ou não. Ficar falando sobre a obra do artista é imortalizá-lo. (Falem bem ou falem mal, mas falem de mim!!). Todos nós estamos fazendo o jogo dele, do diretor. Parabéns para ele.

  21. Leandro permalink
    17 dezembro 2009 8:48 am

    Pelo elenco, proposta, tonalidade e tudo o mais, o filme me interessou. Quando chegou a cena que o filme é retrocedido com o controle remoto, simplesmente desliguei a televisão e fui dormir. Bem irritado. (Nem quis ver o resto).

  22. Calebe permalink
    7 fevereiro 2010 11:31 pm

    Eu penso que o filme é muito bom,para aqueles que estão cansados de ver sempre um final satisfatório .
    Normalmente em filmes que envolvem esse tipo de enredo (principalmente quando tem uma criança no meio) sempre se safam mulheres e crianças,já nesse foi genial a morte de uma criança de forma tão brutal e inesperada (já que sempre esperamos um final plausivelmente feliz).Outra parte do filme que foi incrível foi a morte do vilão numero 2,apesar de que quando aconteceu fazer nós pensar ‘’A não que droga o gordinho morreu’’ fomos surpreendidos pelo fato de que o seu parceiro volta o filme e impede a morte do mesmo!!! Imaginei como seria ruim se ele tivesse morrido permanentemente.
    Depois da morte do homem (chefe da família) que por sinal foi super rápida e sem dor,fiquei pasmo com a insignificância da morte da mulher,que tudo parecer em sem importância,mas na realidade o filme não mostra a história de uma família assassinada a sangue frio por psicopatas frios e calculistas e sim a historia de psicopatas frios e calculistas em uma jornada sangrenta onde fazem ‘’funny games’’ com famílias aparentemente politicamente corretas e cultas (normalmente o tipo que queremos ver… desculpem o termo se fud&nd0) sendo mortas sem motivo algum.
    Portanto se eu fosse dar uma nota para o filme funny games ou violência gratuita,de um a dez seria 8 por que cumpre o que o titulo em inglês e português diz.

  23. REGINA TARNOVOSCKY permalink
    10 março 2010 2:35 pm

    Bem violento,bem irreal?
    Será que nos dias de hoje posso chamar aquelas cenas de irrealidade?
    É bem verdade que extravasa,porém os ataques a sociedade não extravasa?
    Me lembrou o a violência do filme Laranja Mecânica.
    Um ponto de vista: Hoje o mundo esta violento! O filme retrata o poder dos adolescentes hoje.
    Eles matam,roubam e ainda são crianças.

    O filme esta mentindo?
    Onde?

  24. Verônica permalink
    28 março 2010 3:58 pm

    O filme é bom e a grande maioria aqui caiu na armadilha do diretor, o qual nos faz de bobos.

    Na verdade, a crítica de Haneke é também aos filmes de terror que exploram a violência sem sentido, sem motivo algum, banal. Mas, é mais específica àqueles que sentem prazer ao assisti-las.
    Ele coloca o público como cúmplice da violência gratuita praticada, a exemplo quando um dos assassinos pergunta, olhando para a câmera, “está bom ou você quer mais?”, ao mesmo tempo em que critica o nosso sadismo que vem sendo excessivamente explorado pelo gênero, em especial nos Estados Unidos. E faz uma pegadinha aos desatentos que foram ao cinema ou locaram o filme com nome “Violência Gratuita” esperando uma variação de Jogos Mortais e, justamente, não mostra as cenas mais violentas. À essas pessoas ele dá seu recado também na cena em que os bandidos vão embora depois da criança ser morta e a primeira ação da mãe é desligar a televisão e dizer “eles foram embora, você ouviu?”, ou seja: “agora que o assassino foi embora, você pode ir também”.

    A refilmagem justamente em inglês com atores americanos famosos pode ser entendida como uma tentativa de chegar a um número maior de telespectadores, aproveitando a febre hollywoodiana de filmes de terror, bem como o apreciador de cenas explícitas de violência, público que pode ser considerado alvo do filme. No entanto, acredito que a proposta do diretor pode ser mais abrangente e consiste em abordar o sadismo que faz parte de todos os seres humanos.

    Abraço a todos e ao autor.

  25. Rodrigo Torres de Souza permalink
    4 julho 2010 2:21 am

    O Comentário abaixo possui SPOILERS!

    Acabei de ver o filme. Muito óbvio o filme (não é crítica, pois era intenção do idealizador) e demonstra através da violência gratuita o quão hipócrita somos. Minha namorada, ao meu lado, gritou “bem feito” quando Peter morre, como creio que a maioria de vocês (nós) tenha feito. Porém, na única violência grave vista em tela, quem o faz é justamente a mãe da família, a protagonista e mocinha.
    Ao pegar o controle remoto e voltar a cena, ele quer que odiemos o filme, xingue, etc. Nem tem muito o que explicar, pois Paul o faz o tempo todo durante o filme, inclusive no final ao discutir o que é realidade e ficção. Num momento, ele diz que não importa se é ficção ou não; se foi visto, então é realidade.
    Nesse caso, todos não somente presenciamos uma violência gratuita real, como fomos, de certa forma, coniventes com a violência praticada no filme. Não obstante, após este ter sido dado o “rewind”, a câmera foca na cara de Paul sorrindo, psicopata e ironicamente. Ri da gente.
    Enfim, pois mais arrastado que o filme pareça em alguns momentos,após ter visto o filme, chego a conclusão de que Michael Haneke o fez propositalmente, intencionando despertar a agonia no espectador. E, após seu final e os diálogos constantes entre personagem e espectador, sempre explicando a batida linguagem cinematográfica, o longa passou de lento , confuso a interessante, instigante e reflexivo. Eu (até que) gostei.

  26. Claymore permalink
    31 julho 2010 3:32 pm

    Concerteza não foi o melhor filme que já assisti, mas é um filme muito bom sim para quem consengue entender o objetivo.. tem muita gente ae falando merda do filme porque presisa de filmes que tenham ação tempo todo ou efeitos especiais.. é um filme bem simples eintereçante do começo ao fim,pelomenos eu axei…

    a parte do controle foi um pouco infeliz sim,mas ela tem um objetivo naquilo tudo…

    eu recomendo!!!!!

  27. ALGUÉM INDIGNADO permalink
    15 agosto 2010 4:33 am

    DEFINITIVAMENTE É O PIOR FILME DE TODOS OS TEMPOS……O AUTOR E DIRETOR DEVERIAM TER CHEIRADO UM PÓ QUANDO FIZERAM O FILME…….AH, SE EU ENCONTRO ESSE TAL DE MICHAEL HANEKE JURO QUE FAÇO ELE SE ARREPENDER DE TER NASCIDO, E É CLARO, DE TER DIRIGIDO ESTE FILME ABSOLUTAMENTE CATASTRÓFICO…MICHAEL HANEKE, PROCURE TRATAMENTO PSICOLÓGICO OU EM ALGUMA CLÍNICA DE REABILITAÇÃO DE VICIADOS, POIS OU VOCÊ É UM DOIDO, DO TIPO MALUCÃO MESMO, OU NÃO AGUENTA FICAR MAIS DE UM MINUTO LONGE DE DROGAS PESADAS…….SEU INFELIZ, IMBECIL, IDIOTA, OTÁRIO !!!!!!!! VAI SE F…………SEU FILHO DA P…………!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  28. Bruna permalink
    27 agosto 2010 8:08 pm

    Li só a critica, e não li os comentários, só para constar.

    Bem, eu amei o filme. Esse é o terceiro filme que vejo do diretor, antes vi A fita branca e A professora de piano, os quais considero ótimos, principalmente o primeiro.
    Vi o filme já sabendo do “jeito” do diretor, e eu acho que pra curtir o filme, você tem que gostar do tipo de linguagem que ele usa: diálogos mais densos, cheios de cenas contemplativas, convidando voce a observar detalhes que, se estivesse com algum diálogo ou qualquer coisa, você não prestaria atenção, provavelmente. A cena em que o pai (nao me recordo o nome) chora, é uma ótima cena. Consegue te passar o desespero, e ter ideia do sentimento que ele tá sentindo ali. Em minha opinião, estas cenas são pra isso: pra você assistir como se estivessem ali mesmo, no local (isso acontece muito em A Fita Branca, por exemplo).
    Um bom exercicio é ver as cenas como um fim em si mesmas, como nao só tendo um significado com o todo, mas também tendo um significado próprio e importante em si mesmo.

    Enfim, eu entendo quem não gosta, o filme é realmente bem ‘arrastado’, mas eu adorei.

    Abraços! =)

  29. 28 agosto 2010 4:46 pm

    Legal seu comentário Bruna. Mostra que mesmo quando discordamos, podemos tentar entender a opinião alheia!
    Obrigado pela visita!

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