jump to navigation

Violência Gratuita – Crítica 19 Setembro 2008

Posted by DoAssogue in Cinema, Estréias.
Tags: , , , ,
trackback

Alguns filmes às vezes me fazem ficar perplexo.

Seja por causa e uma atuação, por causa de uma cena, efeitos especiais, música enfim…

Violência Gratuita me deixou perplexo. E extremamente irritado e vou dizer mais revoltado!

Talvez eu não tenha conseguido entender o que o diretor quis passar. Talvez o filme tenha sido feito para os intelectuais do cinema, talvez seja somente uma bosta de filme.

Sinopse: Um casal e seu filho vão passar as férias numa casa de campo (algo assim) que fica em algum lugar mais afastado da cidade, com grandes propriedades nas quais se tem um certo isolamento.

Recebem a visita de dois misteriosos jovens que acabam torturando eles com jogos psicológicos e violência física.

Acabou a sinopse. Sim é isso aí. Talvez esteja tomado pela emoção. E digo sinceramente que se depois de pagar para assistir essa tranqueira eu encontro o diretor pela frente, sou obrigado a dar-lhe um soco no olho!

Eu recomendo que você passe longe dessa bomba, assista o Faustão, o Gugu, qualquer coisa, mas não saia de casa pra ver essa porcaria.

A partir de agora soltarei SPOILERS do filme, então leia por conta e risco. Eu recomendo que leia, aí não precisa assistir.

O filme começa com Ann (Naomi Watts), George (Tim Roth) e Georgie (Devon Gearhart) no carro a caminho de sua casa de férias, eles brincam tentando adivinhar o nome da música que um colocou para o outro ouvir, são todas músicas clássicas. A idéia deve ter sido para mostrar que são pessoas cultas, sofisticadas, educadas. Somos interrompidos de repente com um rock pesado, bem alto e os créditos aparecendo na tela, como nos filmes antigos. De uma forma abrupta mesmo. Já demonstrava o que estava por vir.

O casal começa a se instalar na casa, George e seu filho estão no lago preparando o barco quando Ann recebe a visita de Peter (Brady Corbet) que vem pedir alguns ovos em nome dos vizinhos. Ann cede os ovos mas Peter deixa quebrar, ela fornece mais alguns e alguns minutos depois ele retorna, juntamente com Paul (Michael Pitt) dizendo que o cachorro os quebrou.

Ann acha a atitude esquisita e pede para que os dois se retirem, seu marido retorna à casa e então Ann pede que George ponha os dois para fora, ele sem entender acaba tendo um desentendimento com ela mas também acha estranho o comportamento dos rapazes e acaba brigando com eles.

A partir daí começam as torturas e os diálogos complexos, com provavelmente um monte de mensagens que eu, burrão, não consegui captar. Estou tentando encarar dessa forma para não ter que simplesmente aceitar que o filme não teve uma boa razão para ser feito. Mas vamos em frente.

Eles ferem gravemente o joelho de George, que por isso não consegue mais se locomover ou defender sua família e começam algumas “brincadeiras” com a família. Paul e Peter fazem Ann ficar somente com roupas íntimas, machucam o filho do casal, os ofende moralmente, uma série de coisas.

Em determinado momento matam o filho do casal e fingem que vão embora, depois voltam, matam George, levam Ann para o barco e a matam lá. Terminam o filme indo à casa vizinha onde recomeçarão tudo novamente.


A história é essa aí e acho que uma decisão muito acertada do diretor foi a escolha de Michael Pitt e Brady Corbet para a dupla sádica do filme. Eles conseguem despertar desde o início a antipatia do expectador. Principalmente o Michael Pitt, que eu acho extremamente antipático e ainda mais porque os dois estão com um visual emo dos piores(exceto pelas roupas brancas).
Naomi Watts também não desaponta e segura uma boa carga dramática.
Tim Roth, que eu admiro muito acabou com um papel fraco, que não utiliza o ótimo ator que é. Acho que se ele fosse um dos dois torturadores ficaria muito melhor, mas sei lá!

Eu geralmente não leio outras críticas antes de fazer a minha, mas nesse filme eu tive que fazer isso. Principalmente porque acho que não entendi a idéia do diretor. Então acabei descobrindo que Michael Haneke é respeitado e considerado por muitos um gênio. Inclusive este filme recebeu ótimas críticas em vários sites que li. Como não sou estudioso, especialista ou simplesmente porque não tenho que fazer de conta que gostei de algo que não gostei, digo: “Filme chato! Diretor ruim! (ao menos nesse filme, não vi os outros)”

Pra mim ele é foi extremamente cansativo (tanto o filme quanto o diretor). Tem uma determinada tomada que mostra Naomi Watts tentando se livrar das cordas a qual está amarrada que leva 9:30 min. é um saco. Ele faz tomadas da casa com uns 30 segundos nos quais nada acontece. Tem outra com um minuto mostrando Tim Roth chorando.


Em alguns momentos ele faz Paul conversar diretamente com o expectador, sinceramente na primeira vez que ele faz isso eu até achei que o filme iria para algo a mais do que simplesmente a violência gratuita do título (em português) e nos levaria a algo maior, ledo engano. Em um outro momento Naomi Watts consegue matar Peter. Paul então pega um controle remoto, faz o filme voltar e muda a cena.

Eu sinceramente acho que o diretor apenas quis nos fazer de idiotas. Acho isso sinceramente. Mas como pode ser que apenas eu não tenha “captado” o verdadeiro sentido da coisa, caso você assista e veja algo a mais, volte aqui e poste um comentário.

Por mais que eu goste de ver Naomi Watts só de calcinha e sutiã, esse filme não vale a pena, nem quando sair em DVD! Filme chato do cac3t3.

Não se engane com o trailer!


É isso aí garera (como diria o Faustão). Passe longe do cinema esse fim de semana.

DoAssogue, direto de onde os fracos não tem vez.

Comentários»

1. J. - 26 Dezembro 2008

Concordo em Gênero, Número e Grau. A impressão que eu tenho é que certos profissionais/artistas do cinema adoram fazer filmes com situações ora confusas, ora ediondas para poder dizer que se “fez diferente”. Pra mim esse filme não é melhor do que qualquer filme do gênero terror (teen) ou suspense psicológico (teen) de mal gosto que eu tenha assistido recentemente. Os quais servem de referência para os críticos elogiarem o diretor Michael Haneke, como Saw, House of Wax, Prom Night… entre outras porcarias que andam ocupando um espaço precisoso nas salas de cinema.

O roteiro de Funny Games é fraco e cheio de furos, contexto e cenas irreais, personagens irreais e sem qualquer conteúdo “inteligível”. O que dá a entender que o diretor cria a situação que ele quer, simplesmente para mostrar cenas de violência e de tortura, desperdiçando enormes talentos num filme que, minha opinião, é tão gratuito que não deveria existir.

2. Dual.i.be - 5 Janeiro 2009

na verdade, esse era o proposito do diretor. fazer com o q o expectador receba exatamente o q estava procurando qndo alugou/foi ao cine pra ver o filme, ou seja, violencia gratuita.

por isso, as tomadas da familia sem os assassinos sao chatas, enfadonhas, sem graça… e ai o espectador acaba torcendo pra q os assassinos voltem logo pra cena pra q a açao recomece…

outro ponto q confirma isso eh o fato de o assassino troxa la voltar o filme… se seu comparsa morresse, o filme iria por agua abaixo, mas como o espectador quer violencia gratuita e etc e tal, qm assiste torce, mesmo q introspectivamente, pela morte dos familiares (q no filme sao mto burros pra nao se livrarem de tudo… diversas chances e talz..)

de qq forma, sim, o filme eh um LIXO. se querem violencia mesmo, vejam jogos mortais ou procurem “violence compilation” no youtube.

3. Rodrigo Campos - 15 Janeiro 2009

Concordo com tudo que vc disse … oooooooooootimo comentário !! Por que não li isso antes de ver essa droga… Aff.. Sinto que perdi um precioso tempo de vida… O filme é uma droga mesmo…

4. Mariana Brandão - 19 Janeiro 2009

Ufa!!! Vejo que não sou a única a fazer parte do pacote-dos-que-acharam-este-filme-sem-sentido-algum.

Fui assiti-lo no conforto de casa, regado a pipoca e coca zero junto com meu marido….. A medida que o filme transcorria, começei a me questionar se eu era realmente bitolada, idiota e burra ou o filme era realmente ruim de doer. Em determinada hora, meu marido que é bastante culto e cinéfilo de carteirinha me disse:

” Este filme ganha o prêmio de pior do século. Até Espartalhões( outro filme horroroso) é uma espécie de “Silêncio dos inocentes” perto deste ai.”

Mas graças a Deus existe a tecla salvadora “stop”!!!!! Nem nos demos ao trabalho de ver o final.

Nota zéro.

DoAssogue - 20 Janeiro 2009

Foi a melhor coisa que você fez! Eu assisti até o fim e só piorou!
Um dos motivos de começar esse site foi para poder expressar opiniões como a sua e a do Rodrigo (e a minha lógico) que foge dos pseudo-intelectuais que muitas vezes apenas colocam que o filme é uma obra prima ou coisa do tipo só para passar uma imagem de inteligente!
O filme é uma bosta mesmo!

5. Romulo Botelho - 10 Abril 2009

caralhooo que viajee essa porra desse filme acabei de ver , meu deus fraco demais

DoAssogue - 11 Abril 2009

É meu amigo, esse simplesmente achei uma bosta!

6. Lucas - 12 Junho 2009

Que conste aqui que esse filme é uma merda.
Méritos à cena do controle remoto, a pior que eu já vi na vida.

7. camila - 14 Junho 2009

que filme loco o que me deu mais nos nervosos nem foi o controle remoro foi ver q aquela familia era muito burra nem se quer se defendeu e quando quiz começar ja era bem tarde

acho q a intenção no autor foi essa mesmo deixar a gente sem saber que filme doido era aquele

quase parei de ver mais fiquei ate o fim queria uma explicação mais n a tive so uma coisa confusa de é cinema e ficção ou coisa parecida rs

8. ruan - 20 Junho 2009

Caramba ninguem aqui sabe nada de cinema ???

Isso é uma refilmagem de 1997, são os mesmos quadros…
Caramba, refere-se a laranja mecânica..

Achei um bom filme,
como o cara disse em cima… Ele só pode ser burrão pra nao entender os diálogos ¬¬’

Resposta de DoAssogue:
Nada como uma crítica construtiva, baseada em argumentos sólidos.
Caro Ruan, uma refilmagem que copia todo o filme original a não ser que seja para uma melhor utilização de efeitos especiais ou algo do tio, é completamente desnecessária. Apenas citar Laranja Mecânica, por ser um clássico do cinema, não fundamenta sua crítica. De qualquer forma evite chamar os outros de burro, mesmo se você for o novo Einstein mostra que não tem humildade!

DoAssogue, que adora trolls!

9. ruan - 20 Junho 2009

Vocês não acharam o filme bom…

Essa era a idéia do autor, banalisar a violência… voces nao curtiram o filme pq ele é fraco, mas pq ele é fraco? Porque voces necessitam da violência para um bom filme…

Voces fizeram a idéia do autor valer…
Não gostaram do filme pelo motivo que dá força ao mesmo…

Resposta de DoAssogue:
Não devia nem estar me dando ao trabalho, mas seu comentário está totalmente contraditório. Se achássemos que um filme necessita de violência para ser bom, teríamos adorado esse filme!
DoAssogue, que não assiste jogo da seleção!