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Fim dos Tempos – DVD – Crítica

5 novembro 2008
por DoAssogue

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The Happening – EUA – 2008. Direção: M. Night Shyamalan. Elenco: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Ashlyn Sanchez, Spencer Breslin, Robert Bailey Jr., Betty Buckley, Jeremy Strong – 90 min. Gênero: Suspense / Terror.

Está chegando às locadoras de todo o país o DVD de Fim dos Tempos, último filme do mesmo diretor de O Sexto Sentido, M. Night Shyamalan.

Provavelmente isso estará estampado em algum cartaz “O Mesmo Diretor De O Sexto Sentido”, já não é de hoje que tentam empurrar qualquer obra do Shyamalan vinculando-o com o Sexto Sentido.

O filme é uma tragédia e não somente na história, o filme em si é uma porcaria.

Do nada pessoas começam a se matar nos Estados Unidos, em massa. Logicamente a primeira suspeita é de guerra biológica onde terroristas estariam agindo. Eis que encontramos o protagonista, o professor de ciências Elliot Moore (Mark Wahlberg). Elliot está em crise em seu casamento com Alma (Zooey Deschanel) que parece ter problemas psicológicos e mesmo em meio a essa crise decide por fugir com ela buscando segurança no interior do país.

Julian (John Leguizamo), amigo de Elliot decide ir junto com ele e leva sua filha, esperando por encontrar ainda com sua esposa no meio do caminho.

The Happening

À certa altura Julian decide resgatar sua esposa em outra cidade, deixando a filha com Elliot que tenta entender o que está ocasionando as mortes.
Elliot então lidera um grupo que tentará se salvar tanto da ameaça invisível quanto do pânico que tomou conta da população.

A direção e principalmente o roteiro de Shyamalan está fraquíssimo, isso porque estou usando eufemismos. Ele está completamente perdido na direção e a escolha de um inimigo invisível dificultou muito o trabalho para ele. Sinceramente achei a história tão ruim que não vejo funcionaria, mesmo nas mãos de outro diretor.

Pra mim já deu! Acho que a carreira dele está encerrada, eu sinceramente não investiria um centavo em nenhum projeto dele. E olha que sei reconhecer que ele já fez coisas boas: Corpo Fechado é do início ao fim uma obra prima, um dos melhores filmes que já assisti. Não achei A Vila tão ruim (tem partes desnecessárias digamos assim). Sexto Sentido eu não assisti porque algum féla me contou o final mas todo mundo diz que é bom.

Mas com Sinais e Fim Dos Tempos ele conseguiu me fazer desistir. Não tive coragem nem de assistir A Dama na Água.

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Zooey Deschanel. Ela me ganhou em Armações do Amor. Ela é morbidamente linda mas pegou um papel que nem a beleza pode salvar.

Mark Wahlberg. Aqui fica complicado, já deixei claro mais de mil vezes minha implicância com o rapaz. Ele é muito ruim. Mas muito! Faz o Steven Seagal parecer o Al Pacino. Tudo bem que o papel também não ajudou (o que dizer de um marmanjo que usa anel do humor?). Ele está sempre com a mesma cara, se não fosse a testa franzida diria que ele tem botox na cara toda. Ruim como cantor, ruim como ator. Devia ser homem-placa.

O relacionamento entre Elliot e Alma é fraco, não nos faz nem sequer querer saber o que está havendo entre eles. O possível adultério também não potencializa uma tensão enfim tudo muito ruim.

Se fosse comigo, na metade do filme já teria visto que tava tudo uma merda e transformava num filme de Zumbi muito melhor do que o que ficou.

Eu assisti esse filme no lançamento dele, que foi antes do TotalCine entrar no ar, e só escrevi porque me achei no dever de te alertar sobre ele caso você o encontre na locadora.

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Fuja! Não assista! Não perca tempo nem lendo o verso da embalagem pra conhecer melhor a história. Perda de tempo por perda de tempo já perdemos eu e você, eu escrevendo sobre um filme que não merece uma linha, você lendo sobre um!

DoAssogue, o que está acontecendo?

2 comentários leave one →
  1. Jorge permalink
    30 novembro 2008 7:13 pm

    O roteiro de Mr. Night plagia descaradamente um livro de Arthur Conan Doyle, O Dia em que o Mundo Acabou (The Poison Belt) , publicado em 1913. Até no protagonismo de dois professores, que no livro de Conan Doyle eram o professor Challenger e o professor Summerlee.
    Creio que para 1913 a história tinha relevância e, também, Night não é o primeiro que se apropria do enredo.
    Pior que o filme ser ruim é a idéia ser roubada do autor que criou Sherlock Holmes.

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