Filmes de Hoje – 24/11/2008
Atenção: Os filmes abaixo podem sofrer alterações de acordo com a programação das emissoras. Os comentários em cor preta são de minha autoria.
Fonte: FOLHA.
Alerta Máximo
SBT, 14h15. (Killer Flood – The Day the Dam Brooke). EUA, 2003. Direção: Doug Campbell. Com Bruce Boxleitner, Joe Lando, Matthew Ewald.
Dois fenômenos cruzados: o aumento das águas de uma represa por efeito chuvas; um empresário malvado que dispensa o arquiteto responsável pela represa. O conjunto dos dois fenômenos coloca uma cidade em perigo. Feito para TV.
Recém-Casados
Globo, 16h15. (Just Married). EUA/Alemanha, 2003, 95 min. Direção: Shawn Levy. Ashton Kutcher, Brittany Murphy, Christian Kane.
Depois que se casa contra a vontade dos pais, garota (Murphy) enfrentará um contratempo extra na lua-de-mel européia: o ex-namorado enviado pelo velho exclusivamente para jogar areia no matrimônio. Comédia para passar o tempo, se tanto. Comédia divertidinha, nada demais!
Rei Arthur
Globo, 22h15. (King Arthur). EUA/Inglaterra, 2004, 126 min. Direção: Antoine Fuqua. Com Clive Owen, Keira Knightley, Ioan Gruffudd, Stellan Skarsgard.
O rei Arthur que se pode esperar não é o que Fuqua entrega. Não há Santo Graal, nem cavaleiros encantadores, nem triângulo amoroso com Guinevere e Lancelot. Mas se busca retirar do mito o mito, ou seja, as convenções, o filme lhe restitui as convenções cinematográficas do filme medieval contemporâneo. Inédito. Faz tempo que tenho vontade de assistir esse filme, vou vê-lo hoje.
Olga
Globo, 2h20. Brasil, 2004, 141 min. Direção: Jayme Monjardim. Com Camila Morgado, Caco Ciocler, Fernanda Montenegro, Werner Schunemann.
Aceitemos a premissa: se a única coisa que dá certo no Brasil é novela, por que não transformar a vida de Olga Benário numa delas? Ok. O filme poderia se mirar, por exemplo, nos antigos dramalhões mexicanos. Mas não. Não bastava ter 50 anos de atraso. Era preciso ainda desenvolver uma dramaturgia sem estrutura, uma “mise-en-scène” imitando os anos 40 do século passado, fazer do chororô um fim em si e tudo mais. Em suma, “Olga” é um sintoma quase precioso de nosso atraso, de nossa ínfima convivência com as letras, de nossa ignorância cinematográfica. (IA) Bem, não pegando tão pesado, na verdade indo de encontro, achei o filme muito legal, realmente dramático mas muito bom. Camila Morgado excelente no papel acaba apagando Caco Ciocler (que ficou meio perdido). Só de pensar que as imagens no campo de concentração, com neve e tudo foram gravadas no Rio de Janeiro dá pra imaginar o trabalho que deve ter dado.