O Labirinto Do Fauno – Crítica

El Laberinto del Fauno - 2006. Direção: Guillermo Del Toro. Elenco: Sergi López, Maribel Verdú, Ivana Baquero, Ariadna Gil – 112 min. Gênero: Drama.
Pode-se afirmar que este filme se desenrola num constante balanço entre dois mundos: um real e outro mágico. No mundo real Ofélia é uma garota de 13 anos, que parte junto com a mãe Carmen para uma cidade do interior da Espanha, a fim de se encontrar com o capitão Vidal, novo marido de Carmen. No mundo mágico Ofélia é a reencarnação da filha de um rei, e que a partir das instruções de um fauno entra em contato com um novo mundo, repleto de criaturas horripilantes e histórias cruéis, ao passo que tenta retornar para o reino de seu pai.

A maneira como esses mundos tão diversos coexistem em perfeita independência causa forte atração no espectador. Ambos são mundos de terror, difíceis para uma simples menina de 13 anos, mas enquanto no mundo real Ofélia muito pouco pode fazer por si e pelos outros, no mundo mágico ela desempenha as instruções que um fauno lhe designa, e com a fé cega que posteriormente retornará ao mundo mágico que a originou, deposita nisso toda a esperança de uma vida mais feliz. Essa mistura de realidades é o ponto principal do filme, a alternância entre magia e realidade, fantasia e mundo real escasso de esperança, provocam um efeito bastante interessante, e nos incita, por exemplo, a refletir sobre o poder da imaginação no mundo cotidiano, até qual ponto a magia e o imaginário podem caminhar enquanto elementos inseridos no mundo real.
O filme conta ainda com ótimos efeitos visuais, criaturas fantásticas, e uma boa dose de mistério e aventura. A direção é Guillermo Del Toro, o mesmo diretor de Hell Boy II.