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Trama Internacional – Crítica

20 junho 2009
por DoAssogue

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The International – EUA / Alemanha / Inglaterra – 2008. Direção: Tom Tykwer. Elenco: Clive Owen, Naomi Watts, Armin Mueller-Stahl, Ulrich Thomsen. Gênero: Suspense, Ação Duração: 118 min. Classificação: 14 anos

Trama internacional entrega o que o título promete, uma grande trama internacional que, bem ao estilo James Bond de ser, envolve uma série de países em uma grande conspiração.
Embora já tenhamos dezenas de filmes do estilo, esse foi o que para mim se aproximou mais do mundo no qual vivemos hoje em dia com mega corporações e empresas com braços em diversos países, muitas vezes atuando de forma “questionável”.

A história começa com o detetive da Interpol Salinger (Clive Owen) investigando, junto com seu parceiro, uma possível fonte dentro de um grande banco suspeito de ações ilícitas.
Esse é o estopim que levará Salinger a diversos países do globo para desmembrar uma conspiração que nem ele tem idéia do tamanho.

Embora esse começo de crítica ressaltando os bons pontos, não gostei tanto do filme. Achei muito devagar (esperava mais ação), pra mim o filme começa aos 40 minutos.
Falta também história aos personagens principais. Tanto Salinger quanto Eleanor Whitman a promotora vivida por Naomi Watts não são devidamente apresentados, nem conseguem formar uma cumplicidade com o expectador.

E aproveitando o ensejo, essa personagem de Watts é perfeitamente dispensável, com certeza só a utilizaram por seu nome. Como tinha recentemente dado à luz na época das gravações não pode participar mais efetivamente da trama. Se o pessoal do casting tivesse me ligado, teria sugerido Yvonne Strahovski, que além de belíssima (um clone melhorado da Naomi Watts) sabe bem fazer cenas de ação.

A direção de Tom Tykwer (Perfume e Corra, Lola, Corra) peca no começo demorado e em um final que provavelmente confundirá muitas pessoas mas acerta em uma cena de ação, dentro do museu Guggenheim que é muito boa. Se ele tivesse extendido aquela ação para algumas outras áreas do filme teria gostado muito mais.

Enfim, recomendo se você conseguir pagar uma meia entrada, ainda não assisti Tinha Que Ser Você (a outra estréia da semana) então não posso comparar.

Um pequeno SPOILER:

Um ponto que muito me agradou foi a questão de não adiantar matar a cabeça da corporação. Realmente nos dias de hoje, rapidamente um outro assume seu lugar e os propósitos da corporação dificilmente se abalam. Nisso, achei a história inovadora pois geralmente em filmes desse tipo temos todo o “lado mal” incorporado em um “chefão” que quando morre tudo se resolve!

DoAssogue

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